Os moradores dos grandes centros costumam ouvir falar em paçoca só durante as festas juninas. Preparada com amendoim, farinha de mandioca ou de milho, açúcar e sal, é uma guloseima muito consumida neste período, embora no interior do País seja um dos alimentos do dia a dia da população. É o caso do Vale do Paraíba, no Estado de São Paulo, onde a paçoca é usada o ano inteiro.
A origem da paçoca remonta (tem origens antigas) ao período do Brasil-Colônia (Época em que foi descoberto o Brasil), mas há relatos de que o hábito de misturar a farinha de mandioca a outros ingredientes era comum entre os nativos da América, bem antes da chegada do colonizador europeu (os portugueses). “ O costume de fazer paçoca com amendoim chegou ao Brasil através da colonização, mas a mistura da farinha de mandioca com outras sementes, raízes e temperos já era uma prática comum entre os índios”, reforça Ângela Savastano, diretora do Museu do Folclore de São José dos Campos (SP).
O fato é que a paçoca é um prato comum em diversas regiões do Brasil; a diferença está na maneira de prepará-lo. Ângela cita como exemplo a paçoca salgada, preparada com carne de sol socada no pilão com farinha de mandioca.

Paçoca salgada com carne seca
Típica do Vale do Paraíba, região bastante apegada ás tradições católicas, a paçoca recebe banana em vez da carne durante a Quaresma, ganhando uma versão doce.
Apesar de popular, é difícil encontrar quem faça paçoca à moda antiga, socada no pilão. O preparo envolve uma série de etapas e cuidados: a torra do amendoim, tirar a pele, socar no pilão com muita paciência e energia, peneirar e voltar a amassar…
A diretora do Museu explica que, enquanto as pessoas mantiverem a tradição de fazer o jejum da carne durante a Quaresma, em especial, na Semana Santa, a paçoca integrará (vai fazer parte) do cardápio da época. “ A igreja não diz para as pessoas comerem paçoca, Mas o hábito está relacionado com a cultura da alimentação. Tornou-se tradicional substituir a carne pela paçoca. Hoje, isso faz parte da manifestação da religiosidade de muitos brasileiros”, conclui.
Texto adaptado por Lucas Travesso, da Revista Kalunga n°221, Agosto de 2009, páginas 20 e 21.
Muito interessante ambas historias tanto sobre o Brioche e a paçoca, ambas tem um ponto critico diferenciado, um é muito antigo e a outra faz parte de uma tradiçao.
Gostei muito.
Muito Interessante essas historias e essa pacoca com carne seca da agua na boca, quero ver se voces tem coragem de levar uma dessas na aula!! Parabens pelo blog ta muito bonito !! abs Andre Cotta
Já tive a honra de comer alguma das delicias q. o Lucas faz…. A Lula inesquecível, agora essa paçoca vou fazer, mas quero comer uma q. vc mesmo tenha feito. Sucesso e parabéns pelo Blog.
Maria Letícia
paçoca!! *-*
Nossa mais essa Paçoca me deu uma fome!!!
Lucas adorei o Blog, super bem feito, bonito e apetitoso de se ver!
Grande Abraço e se cuida!!
Renato o Poeta..
Amo paçoca!
Podia fazer um sobre farofa também!
=D
Ahhh. Eu amo paçoca! fiquei com vontade. : /
adorei o blog lucas!
Gente,
gostei muito do blog, parabéns!!!!
Beijos
Tálita