Arquivo da categoria: Confeitaria

Voltando

Agora com mais idéias, nós voltamos para tratar daquilo que mais gostamos: a comida. Seja o que está sendo servido, onde ou como. O novo blog tem intensão de falar sobre qualquer assunto que esteja relacionado com a gastronomia, seja dos bastidores, seja da perspectiva de cliente, podem ser receitas, histórias e até mesmo gafes.

Começamos com a história do macaron, que é um dos doces mais falados no momento, e que nem são mais apenas doces.. agora são de queijo, de foie gras. Como são os casos das criaçõs de Flávio Federico para o festival de Macarons, que acontece em seu estabelecimento na Al. dos Arapanés, 540, Moema – São Paulo.

Mas eu vou falar sobre algo que está próximo, o dia das crianças. O que fazer para essa rapaziada?

Bom, dou a dica de uma receita que crianças e adultos adoram

Mocha brownies

Ingredientes:

55g de manteiga sem sal

115g de chocolate meio-amargo

175g de açúcar mascavo

2 ovos

1 col. de sopa de café instantâneo

85g de farinha

1/2 col. de chá de fermento em pó

55g de nozes

4 g de essencia de baunilha

raspas de uma laranja

Modo de preparo:

  1. Derreta o chocolate com a manteiga em banho-maria
  2. coloque os ovos e o açúcar em uma batedeira e bata até ficar fofo. Acrescente entao a mistura de chocolate e o café. Deixe bater bem. Coloque então a farinha e o fermento e mexa sempre de baixo para cima, para não perder a aeração.
  3. Coloque em uma forma 20 cm untada ou com papel manteiga e coloque no forno pré-aquecido a 180°C, por aproximadamente 25 minutos.
  4. Agora é só esperar esfriar um pouco, desenformar e distribuir pra criançada.      

mocha_brownies

Obs: Quando ainda quente, fica ótimo com sorvete de creme, macadâmia ou frutas vermelhas.

Anúncios

Deixe um comentário

Arquivado em Bolos, Confeitaria, Receita, Uncategorized

Macaron

       Macaron  

Inicialmente servido como um pequeno biscoito fino, o macaron recebeu a sua versão final no início do século XIX, quando o patissieur Pierre Desfontaines fundador da famosa pâtisserie (confeitaria) Ladurée, de Paris, uniu os dois pequenos discos colocando entre eles um recheio cremoso, que assumem assim a forma como o conhecemos atualmente. São pequenos suspiros preparados com farinha de amêndoas. Apresentam uma casquinha crocante por fora e são macios por dentro. Normalmente são recheados com ganache ou creme manteiga nas mais variadas cores e sabores. Eu pessoalmente acredito que os biscoitos recheados tenham derivado dessa outra evolução do macaron, quando ficou inviável a sua produção em grande quantidade e que chegaria a boca de toda população.

          Em São Paulo virou uma febre e está aparecendo nos casamentos, substituindo o tradicional bem-casado, em batizados e coquetéis sendo até acompanhado de champagne. Com essa popularização do doce, ele vem ganhando sabores brasileiros como de manga, castanha-de-caju, bacuri, pequi…

         Como a maioria das preparações clássicas, a origem do macaron não é clara e tem séculos de história. Apesar do nome francês, acredita-se que a receita original seja italiana, e tenha surgido em algum monastério, sem uma data precisa. De fato o nome derivaria do italiano “maccherone” (que significa massa fina) e suas origens seriam venezianas quando era chamado de “macarone” (massa).

          Somente durante o período histórico do Renascimento, em 1533, a rainha de Florença (Itália) Catarina de Médici, na época de seu casamento com o futuro rei Henrique II, Duque de Orleans (França), leva essa iguaria à Corte Francesa. Já os franceses afirmam que a receita já era confeccionada anteriormente nos monastérios de Cormery, França, desde o ano de 791. De uma forma ou de outra, no início os macarrons eram apenas “biscoitos” de amêndoas sem qualquer recheio, feitos com farinha de amêndoas, claras em neve e açúcar. Quando o doce caiu no gosto e conquistou a nobreza, a receita ficou restrita e escondida nos palácios de Catarina na frança.

          Durante o séc. XVII os macarons foram parar nas mãos das irmãs Carmelistas do covento de Saint-Sacrement, na cidade de Nancy, que seguiram os princípios de Santa Theresa D’Ávila: “Amêndoas são boas para as jovens que não comem carne.” Durante a Revolução Francesa, essas duas freiras especializaram-se no preparo e comercialização dos macarons, tornaram-se famosas e passaram a ser chamadas de Souers Macaron (Irmãs Macaron). Logo o doce se espalhou pelo país e se transformou em patrimônio nacional, mas ainda existem discussões sobre sua paternidade.

 

Texto adaptado por Lucas Travesso da revista GOSTO n°002, Agosto de 2009, página 86.

Outras fontes:

http://www.laduree.fr/public_fr/historique/histoire_macaron.htm

http://blogdobergamo.blogspot.com/2008/09/os-macarons-so-pequenos-suspiros-de.html

http://www.sodoces.com.br/

http://www.gsdoces.com.br/macarons.html

3 Comentários

Arquivado em Confeitaria, Uncategorized