Macaron

       Macaron  

Inicialmente servido como um pequeno biscoito fino, o macaron recebeu a sua versão final no início do século XIX, quando o patissieur Pierre Desfontaines fundador da famosa pâtisserie (confeitaria) Ladurée, de Paris, uniu os dois pequenos discos colocando entre eles um recheio cremoso, que assumem assim a forma como o conhecemos atualmente. São pequenos suspiros preparados com farinha de amêndoas. Apresentam uma casquinha crocante por fora e são macios por dentro. Normalmente são recheados com ganache ou creme manteiga nas mais variadas cores e sabores. Eu pessoalmente acredito que os biscoitos recheados tenham derivado dessa outra evolução do macaron, quando ficou inviável a sua produção em grande quantidade e que chegaria a boca de toda população.

          Em São Paulo virou uma febre e está aparecendo nos casamentos, substituindo o tradicional bem-casado, em batizados e coquetéis sendo até acompanhado de champagne. Com essa popularização do doce, ele vem ganhando sabores brasileiros como de manga, castanha-de-caju, bacuri, pequi…

         Como a maioria das preparações clássicas, a origem do macaron não é clara e tem séculos de história. Apesar do nome francês, acredita-se que a receita original seja italiana, e tenha surgido em algum monastério, sem uma data precisa. De fato o nome derivaria do italiano “maccherone” (que significa massa fina) e suas origens seriam venezianas quando era chamado de “macarone” (massa).

          Somente durante o período histórico do Renascimento, em 1533, a rainha de Florença (Itália) Catarina de Médici, na época de seu casamento com o futuro rei Henrique II, Duque de Orleans (França), leva essa iguaria à Corte Francesa. Já os franceses afirmam que a receita já era confeccionada anteriormente nos monastérios de Cormery, França, desde o ano de 791. De uma forma ou de outra, no início os macarrons eram apenas “biscoitos” de amêndoas sem qualquer recheio, feitos com farinha de amêndoas, claras em neve e açúcar. Quando o doce caiu no gosto e conquistou a nobreza, a receita ficou restrita e escondida nos palácios de Catarina na frança.

          Durante o séc. XVII os macarons foram parar nas mãos das irmãs Carmelistas do covento de Saint-Sacrement, na cidade de Nancy, que seguiram os princípios de Santa Theresa D’Ávila: “Amêndoas são boas para as jovens que não comem carne.” Durante a Revolução Francesa, essas duas freiras especializaram-se no preparo e comercialização dos macarons, tornaram-se famosas e passaram a ser chamadas de Souers Macaron (Irmãs Macaron). Logo o doce se espalhou pelo país e se transformou em patrimônio nacional, mas ainda existem discussões sobre sua paternidade.

 

Texto adaptado por Lucas Travesso da revista GOSTO n°002, Agosto de 2009, página 86.

Outras fontes:

http://www.laduree.fr/public_fr/historique/histoire_macaron.htm

http://blogdobergamo.blogspot.com/2008/09/os-macarons-so-pequenos-suspiros-de.html

http://www.sodoces.com.br/

http://www.gsdoces.com.br/macarons.html

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